sábado, 27 de dezembro de 2014

Túmulo do piracicabano Prudente Meirelles de Moraes



Cemitério da Consolação, São Paulo, capital do estado.

Grupo escultórico em bronze e granito negro polido de formato retangular estruturado em três níveis, sendo o central maior que os dois laterais. A porta do jazigo em bronze, apresenta um relevo de um trem brindado usado na revolução paulista. Do lado esquerdo da entrada tumular, destaca-se a escultura de um guardião com uma espada em uma das mãos, representando o Apóstolo São Paulo, que deu nome ao estado de São Paulo e a outra mão esta aposta sobre a bandeira paulista, capacete e espada em alusão a revolução paulista de 1932. Toda essa alegoria com motivos da Revolução Constitucionalista era para homenagear o jovem Prudente Meireles de Morais, morto na guerra.

TÍTULO DA OBRA: Tributo a revolução constitucionalista de 1932
AUTOR: Amadeu Zago
LOCAL: Q.44, T.134
Foto: Luiz Varinha e wikipidea


Situado no Cemitério da Consolação, este jazigo é ricamente simbólico para os amantes da Revolução Constitucionalista.
Armando Zago, escultor que assina a obra, nos brindou com uma escultura do Apóstolo São Paulo. O olhar de contemplação perante o sepultado simbolizado pela bandeira do Estado de São Paulo, o ramo de café e o capacete constitucionalista modelo paulista. A espada baixada que se encontra na mão direita do Apóstolo significa dever cumprido e um detalhe muito interessante: A portinhola do jazigo é o Túnel da Mantiqueira, divisa de Minas Gerais e São Paulo onde o exército constitucionalista de São Paulo entrou em conflito com as tropas de Minas Gerais ocasionando diversos mortos. Prudente Meireles de Moraes era engenheiro e foi responsável por diversas obras para beneficiar a Revolução Constitucionalista. Era sobrinho do primeiro presidente civil brasileiro, Prudente de Moraes.

PERSONAGEM
Antônio Prudente Meireles de Moraes (Piracicaba, São Paulo, 8 de julho de 1906- Rio de Janeiro,1965). Morreu aos 59 anos de idade.

BIOGRAFIA
Paz e conforto não faltavam à família de seus pais, o casal Antônio Prudente de Moraes e Maria França Meireles, a Dona Marieta. O pai era o sexto filho do ex-presidente Prudente de Moraes. A mãe, filha de um coronel de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo. Tiveram dois filhos: Prudente Meireles de Morais e Antonio Prudente Meireles de Morais.

Antônio era o filho mais novo do casal. Quando nasceu, a vida pacata de seus pais em nada se assemelhava ao vendaval que atingira o clã dos Prudente há pouco mais de uma década apenas. No final dos anos 1890, seu avô Prudente de Moraes tornou-se nada menos que o primeiro Presidente da República civil do país, com todas as conseqüências a que tinha direito a tarefa.

Antônio, neto predileto, estava marcado para ser, no mínimo, um Senador da República. Preferiu a Medicina, a oncologia e a batalha por um ideal de forte repercussão social e científica: a incessante busca da cura do câncer.

Formado pela Faculdade de Medicina de São Paulo em 1928. Embarcou para a Europa para aperfeiçoar-se em reconstituições para corrigir defeitos provocados pelos tumores. Passou 02 anos no serviço do Prof. Franz Keysser.

Em 1931 regressou ao Brasil e foi nomeado Prof. Assistente na cadeira de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP. A partir de 1935 assumiu a cadeira de Prof. catedrático de Cirurgia Reparadora e Plástica da Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal Paulista). Nomeado Diretor do Departamento de Cirurgia em 1939.

Publicou mais de 100 trabalhos científicos relacionados à cirurgia plástica ou reconstruções. Escreveu 8 livros, entre eles; "Cirúrgia Plástica Mamária" (1936), "Reparação no Câncer" (1939), "Tratamento de Feridas" (1941), "Novas Técnicas Operatórias de Cirurgia do Câncer" (1951) e "Amputação Interescápulo-torácica no Tratamento do Câncer" (1960).

Ministrou conferências em inúmeros países. Pertenceu a mais de 27 sociedades médicas, entre elas: American College of Surgeons, Societé des Chirurgiens de Paris, Society of Head and Neck Surgeons, Societat Italiana de Cancerologia e Sociedad Argentina de Cirugia.

Foi duas vezes diretor do Serviço Nacional de Câncer do Ministério da Saúde e Vice-Pesidente da Sociedade Pan-Pacífica de Cirurgia.

Em 1932 morre o seu irmão, engenheiro na Revolução Constitucionalista.

Em 1934 fundou a "Associação Paulista de Combate ao Câncer" (APCC) e, para a presidência indicou, durante jantar oferecido quando da aposentadoria dele da Faculdade de Medicina, o Professor Antônio Cândido de Camargo, de quem foi discípulo.

Dona Carmen Annes Prudente, companheira e esposa, fundou a "Rede Feminina de Combate ao Câncer" (RFCC), e ajudou nas campanhas para arrecadação de fundos para a construção do hospital.
O esforço do Prof. Prudente culminou com a inauguração do Instituto Central - Hospital Antônio Cândido Camargo (AC Camargo), em 23 de março de 1953.

MORTE
Morre em 1965 no Rio de Janeiro
Fonte: pt.wikipedia,org

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Leônidas Andrade Fogaça

A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores.

Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós.

Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo.

Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família.

Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango):

– Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna:

– Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!)

Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse:

– Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte.

Ao que respondeu Leônidas Fogaça:

– Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão.

Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje!

Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher.

Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos.

Esio Antonio Pezzato (http://esiopoeta.blogspot.com.br/2011/08/cronica-leonidas-andrade-fogaca.html)
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Willians de Cerqueira Leite Martins


Capitão Williams ao centro


Willians de Cerqueira Leite Martins é capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Natural de Araraquara, onde nasceu em 22 de junho de 1970. Ingressou na Polícia Militar em 02 de fevereiro de 1987. Trabalha no Comando de Policiamento do Interior 9, em Piracicaba. Tem pós-graduação e especialização em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero; Pós-graduação em Administração da Qualidade pela Fundação Armando Alvares Penteado - Centro Superior De Aperfeiçoamento Profissional; pós-graduação em Polícia Comunitária pela Universidade do Sul de Santa Catarina/SENASP; extensão universitária em Prevenção ao uso de drogas – Capacitação para Conselheiros Municipais pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Recebeu a Medalha MMDC pelo Núcleo Voluntários de Piracicaba.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

General Miguel Costa


General Miguel Costa, figura ímpar na história revolucionária brasileira. Foi um dos responsáveis pelo levante de São Paulo em 1924

Nasceu na Argentina, em 3/12/1885, filho de Jaime Costa VI e Dolores Rodrigo Otiz, ambos da Espanha. Vieram para o Brasil, em 7/09/1892. Instalaram-se na cidade de Piracicaba, na Fazenda Pau D´Alho. Após o falecimento do seu pai – Jaime Costa VI – Dolores Rodrigo mudou-se  com a família para São Paulo, inaugurou um restaurante nas redondezas dos quartéis da Luz e passou a fornecer refeições para os soldados da antiga Força Pública, hoje, Polícia Militar.

Foi nomeado pelo Governo de São Paulo em 1920 para fazer a escolta do Rei Alberto, da Bélgica, e por sua notável tarefa foi louvado e agraciado pelo próprio Rei Alberto com o título Real de Cavaleiro da Corte Belga.


5 DE JULHO DE 1924


Na madrugada do dia 4 para 5 de julho de 1924 eclodiu a revolução. A primeira ação de Miguel Costa foi subir as escadarias do antigo prédio do Regimento, de revolver em punho, ele adentrou na sala do comandante, apontou-lhe o revolver e disse:

- Você está preso.
– O que é isso Miguel, nós somos amigos!
– Aqui não tem amizades comandante, meu único amigo agora é a Revolução.

Leia o complemento da matéria em http://generalmiguelcosta.wordpress.com/
A Revolução Constitucionalista de 1932, onde São Paulo ergueu sua voz e mostrou sua Força contra a ferrenha ditadura getulista, já foi contada e cantada magistralmente em prosa e em versos pelo Poeta Pracinha Guilherme de Almeida e outros tantos escritores. Tal data magna de São Paulo não pode, não deve ser esquecida, pois ela mostra e lembra a bravura de um Povo. Mas não é propriamente da Revolução que vou tecer comentário aqui. Acredito que além de tantas histórias registradas por penas brilhantes, outras tantas ficaram esquecidas, relegadas, apenas contadas por familiares de boca em boca e com o tempo estarão mortas e esquecidas, pois tal efeméride completou nesse 09 de julho exatos 79 anos e poucos são os heróis que ainda estão entre nós. Eu que não tenho pena tão brilhante, principalmente na crônica, vou recordar aqui uma história de beleza tanta, que um dia, quando a História for novamente re-escrita, deverá fazer parte no capítulo sobre heroísmo. Dela consta o nome de Leônidas Andrade Fogaça, paulista de Mineiros do Tietê, ali nascido em 25 de novembro de 1904. Cedo veio residir em Piracicaba, no casarão ainda existente na Rua Luiz de Queiroz, esquina com a Rua 13 de Maio, com sua família. Leônidas nessa época, moço, menos de 30 anos, já sofria com forte deficiência visual, mas quando São Paulo conclamava seus Filhos para engrossar fileiras contra a ditadura popular getulista, não tomou outra atitude que não fosse a de se alistar no Batalhão Paulista, e chegando em sua casa, avisou seu Pai João Fogaça (Jango): – Pai, me alistei na Revolução, ao que recebeu como resposta paterna: – Você não fez nada mais do que sua obrigação! (emociona contar esse fato acontecido há 79 anos!) Em sua deficiência o jovem Leônidas foi servir no Batalhão Paulista e Piracicabano na cidade de Queluz, onde depois de um tempo, com o avanço das tropas getulistas, e a traição que São Paulo recebeu de Minas e Rio Grande do Sul, estados que apoiaram nas Palavras, mas se refugiaram entre as pernas quando o apoio se fez necessário e o sanguinário Getúlio mais mostrava sua gana contra o povo do Planalto de Piratininga. Foi dessa forma que o Batalhão no qual servia o jovem Leônidas se viu afastado e sem comunicação com os demais e os dias correndo, e as necessidades básicas de sobrevivência começaram a se mostrar... Assim que o Comandante do Batalhão pede um voluntário para ir buscar comida, e à frente se colocou Leônidas. O Comandante disse: – Senhor Leônidas Fogaça, respeito e muito a sua valentia, mas sua deficiência visual aliada a perigos, fatalmente o levará à morte. Ao que respondeu Leônidas Fogaça: – Que adianta ficar aqui e morrer de fome? Melhor morrer buscando comida. Isso baixou a resistência do Comandante e Leônidas, acompanhado de outro soldado, partiu na aventura de trazer víveres para o Batalhão. Se arrastando entre urzes e espinhos, pedras e percalços, Leônidas entre os dedos sente algo diferente: no meio do mato, dentro do nada, numa Revolução e ele encontra uma medalha de nossa Senhora Aparecida! E diz ao companheiro: vamos em frente, vamos buscar nossa ração! Se a Mãe de Deus está aqui com a gente, ela não pode querer a nossa morte! Tal Medalha guardada como relíquia, é patrimônio da Família até hoje! Dizer mais seria alongar o texto de uma história muito emotiva. Leônidas Andrade Fogaça anos depois se casou com Anna Morales Raya e teve três filhos: Edu Fogaça, Walfrido Fogaça e Ana Maria, minha mulher. Faleceu em 13 de julho de 1969, aos 64 anos, estimado, respeitado por Piracicaba que homenageia tal homem não por esse fato narrado, mas por sua integridade moral e cívica; por ter uma vida justa e perfeita junto ao Grande Arquiteto do Universo, com seu nome numa Rua no Jardim Primavera. O escritório fundado por ele há mais de 70 anos, hoje é comandado pelo seu filho Walfrido Morales Fogaça, no mesmo local. Leônidas fez também parte da Maçonaria na Loja “Piracicaba” durante décadas, até sua partida para o Oriente Eterno. São histórias como essa, que fazem do Nove de Julho uma data inesquecível em todos os sentidos. Esio Antonio Pezzatomeuip

sábado, 8 de novembro de 2014

Maria da Gloria Silveira Mello


Margarete Zenero, Tô Mendes e Maria da Glória


Maria da Gloria Silveira Mello nasceu a 15 de agosto de 1938, em Piracicaba, S.P. É Presidente da Sociedade Amigos o Museu “Prudente de Moraes”. Graduada em pedagogia e pós-graduada em Filosofia da Educação - UNIMEP. É representante da D.R.E. de Piracicaba, com projeto realizado enquanto diretora da EEPG “Gustavo Teixeira” em São Pedro. Recebeu a Medalha “Prudente de Moraes” do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (2009) e a “Cruz de Reconhecimento Social e Cultural” da Câmara Brasileira de Cultura - SP (2001). É membro da diretoria do Centro Professorado Paulista, da Sociedade para a Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba – SODEMAP (fundadora) e do Instituto de Proteção Ambiental – PROAM, atual representante nacional das entidades ambientalistas no CONAMA. Recebeu a Medalha MMDC do Núcleo Voluntários de Piracicaba.

domingo, 2 de novembro de 2014

Estado de Maracaju


Palácio Maracaju, sede do Estado de Maracaju, localizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

   Estado de Maracaju foi o nome dado à criação revolucionária de um estado federativo brasileiro que existiu sem autorização da União de 10 de julho a 2 de outubro de 1932, durante as agitações da Revolução Constitucionalista de 1932.
   O estado reclamava o território que hoje ocupa o estado de Mato Grosso do Sul. Seu nome deriva-se da serra que corta o estado. Teve como seu governador o então prefeito de Campo Grande, Vespasiano Barbosa Martins. Durante essa época, tiveram também os seguintes nomes: como secretário-geral, Arlindo de Andrade Gomes; como Chefe de Polícia do Estado, Leonel Velasco; e como prefeito de Campo Grande, Artur Mendes Jorge Sobrinho.
   Criado a partir da divisão de Mato Grosso na sua parte meridional, o estado é uma precoce demonstração das pretensões separatistas com relação ao governo de Cuiabá. Durante a Revolução Constitucionalista, o sul de Mato Grosso apoiou a causa paulista, na pessoa do general Bertoldo Klinger. Com o fim da revolução e a vitória militar do governo central, o estado foi dissolvido, mas serviria de embrião para o que seria o hoje estado de Mato Grosso do Sul. (Wikipedia)


Placa indicativa do Palácio Maracaju

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fábio Ferreira Coelho Bragança


Edson Rontani Júnior (presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba) e Fábio Bragança


Fábio Ferreira Coelho Bragança, 30 anos, nascido em São Paulo, graduado em História pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), especialista em conservação e restauro de livros e documentos e em Gestão Documental e Arquivos pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atua como historiador na Câmara de Vereadores de Piracicaba, responsável pelo arquivo histórico, pesquisa, assessoramento e atividades de conservação e restauro. Diretor de Acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) e membro da comissão de publicação. Foi colaborador do Jornal Gazeta de Piracicaba na série de publicações sobre a História da Câmara, ministrou cursos e palestras na Semana Nacional de Museus e possui publicações (livros e artigos) sobre história, memória e cultura de Piracicaba. Atua, ainda, como consultor na área de Gestão Documental e Organização de Acervos. Recebeu a Medalha MMDC outorgada pelo Núcleo Voluntários de Piracicaba.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Paulo José Palota




Paulo José Palota é Tenente-Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Nasceu em 09 de fevereiro de 1959, em Rio Claro - São Paulo, filho de José Maria Palota e Lizelote Augusta Eichemberger Palota. Possui curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Fez estágio como Aspirante a Oficial na Área dos 19º e 21º BPMM; Oficial de Operações no COPOM-SP; Chefe da Unidade de Despesa do CPAI-12; Comandante de Companhia PM, Comandante e Sub Comandante de Batalhão, Oficial de Operações, Relações Públicas, Administração de Pessoal, Administração de Material e Chefe de Estado Maior de CPI. Tem cursos de especialização em Informações, Rádio Patrulhamento Padrão, Policiamento Rodoviário, Gestão pela Qualidade, Técnica de Ensino, Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, Recursos Humanos, Motociclista, Instrutor de Direção Defensiva, Técnica de Pilotagem em Motocicletas, Manutenção e Condução em Viaturas, Direção Defensiva, Operações. Recebeu a Medalha MMDC do Núcleo Voluntários de Piracicaba em maio de 2013.