terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JOÃO BOTTENE: INVENTOR E VOLUNTÁRIO PIRACICABANO NA REVOLUÇÃO DE 32

JOÃO BOTTENE: VULTO HISTÓRICO DA NOIVA DA COLINA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
João Bottene (Piracicaba5 de maio de 1902 - 7 de outubro de 1954) foi um pioneiro do uso do álcool combustível no Brasil.
Cônjuge: Maria Giusti Bottene;
Ocupação: Mecânico, empresário, músico, Veterano da Revolução Constitucionalista, aviador.

O álcool combustível

  Nos anos 20, com a chegada dos primeiros automóveis, tornou-se o principal profissional manutenção automotiva da região. As dificuldades para obtenção de peças para reposição eram grandes. Nas oficinas de sua família, juntamente com sua equipe, ele fabricava uma série de componentes e peças para suprir as necessidades dos proprietários de veículos. João Bottene era dono de um automóvel Ford 1929 que foi adaptado por ele para usar álcool como combustível. Apresenta-se em São Paulo como voluntário para participar da Revolução Constitucionalista a bordo de seu carro à álcool. Servindo como Sargento, desenvolveu um combustível à base de álcool com 5% de óleo de mamona como aditivo. Esta mistura, batizada por ele com o nome "Combustível Constituição," representou uma importante economia de combustível para os revolucionários que já contavam com poucos recursos. Ainda durante a revolução, com a aprovação do comando revolucionário, retornou à Piracicaba e passou a fabricar granadas em sua oficina.


João Bottene
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Gazol: criação de João Bottene (1932)
Autoria: Cecílio Elias Netto

  O gênio de João Bottene antecipa o uso do álcool como combustível. Quando o Brasil volta a se empolgar com o biocombustível e o álcool retoma a revolução energética provocada ainda nos 1970, é essencial recuperar essa história e rememorar. Essa revolução começou em Piracicaba. O escritor João Chiarini honrou a memória dos seus idealizadores: primeiro, o professor José Vizioli, da Esalq, o criador do álcool como combustível automotivo; ao mesmo tempo, o grande inventor piracicabano, João Bottene, que o adpatou aos motores de veículos.
Essa rememoração, João Chiarini já a havia feito em reportagem na Folha de São Paulo,em 1º de Fevereiro de 1980. Sabe-se que João Bottene fez experiências com álcool em seu próprio automóvel, um Ford modelo 1929, utilizando o óleo de mamona como aditivo, alcançando muito sucesso. Na revolução de 1932, Bottene engajou-se como voluntário e, em São Paulo, na garagem da Prefeitura. ele transformou a frota de automóveis e caminhões para o uso do álcool como combustível.
A idéia de João Bottene era utilizar um aparelho "Gazol" para ser adaptado no motor de seu automóvel, para vaporizar o álcool diretamente no motor em um aparelho distribuidor, substituindo o carburador.
Este aparelho João já utilizava nos motores automotivos movido a gazogênio. Apenas substituiria o gás do carvão para o gás do álcool.
Uma caldeira provida de uma tampa de enchimento e válvula de segurança, onde é colocado o álcool. Na base da caldeira, é colocado uma lamparina alimentada por um reservatório de álcool. O álcool aquecido gera o gás vaporizado para um tubo de aço perfurado que fornece a chama ao longo do torrador tubular.
O processo é rápido, tem a vantagem de queimar a película que envolve os grãos do café e não deixa cheiro. O Gazoal, do torrador original, home com 74 anos, faz parte da coleção de Cláudia B.Bottene, em seu bar e restaurante Mestre Zucca, em Águas de São Pedro.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

DO RECEBIMENTO DA MEDALHA E DIPLOMA CONSTITUCIONALISTA

É com grande satisfação e honra que participo aos meus prezados leitores que fui agraciado com a MEDALHA CONSTITUCIONALISTA conferida pela SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - MMDC, oficializada pelo Decreto nº 29.896, de 10-05-1989, do Governo do Estado de São Paulo pelo reconhecimento dos méritos e relevantes serviços prestados ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, em solenidade ocorrida em 09 de dezembro de 2011 na Sede daquela Sociedade.
Agradeço ao Cel PM Mario Fonseca Ventura e ao Professor Jefferson Biajone por toda a orientação e confiança que este Núcleo de Correspondência vem recebendo e também a todos os seguidores deste blog, comprometendo-me, ainda mais, na pesquisa e divulgação da Epopeia de 32.
Coesão e Disciplina e às Armas!!
EGYDIO

OFÍCIO MMDC


EGYDIO APRESENTA O DIPLOMA CONSTITUCIONALISTA

DIPLOMA CONSTITUCIONALISTA

MEDALHA CONSTITUCIONALISTA

DO DIPLOMA DO TÍTULO DE PESQUISADOR ASSOCIADO HONORÁRIO

Desejo dar conhecimento a todos os leitores que com muita satisfação recebi o Diploma do Título de PESQUISADOR ASSOCIADO HONORÁRIO do Presidente do Núcleo de Correspondência Paulistas de Itapetininga! Às Armas!! Professor JEFFERSON BIAJONE pela preservação da memória e dos feitos dos Paulistas que combateram na Revolução Constitucionalista de 1932 e deixo aqui registrado todo o meu agradecimento ao ilustre amigo supracitado pelo reconhecimento.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HERÓI PIRACICABANO: ENNES SILVEIRA MELLO

ENNES SILVEIRA MELLO



Histórico: “O primeiro piracicabano a morrer no campo de batalha foi Ennes Silveira Mello. Filho de José e Malvina Sampaio Silveira Mello, Ennes nascera em 27 de novembro de 1905. Era solteiro e agrimensor. Ele pertencera ao primeiro batalhão de voluntários e tomava parte na Frente Norte dos combates, em proteção da Fazenda Moraes em Queluz. No dia 15 de agosto de 1932, estava, com outros soldados, construindo um abrigo contra aviões na trincheira onde se encontravam. Tudo estava calmo, não havia batalha. Ennes saiu da trincheira para buscar taquaras que camuflassem a defesa quando foi atingido por rajadas de metralhadora que, na véspera, tinha sido montada, pelo inimigo, numa moita. Levado para o Hospital de Cruzeiro, morreu no dia 17. A morte de Ennes Silveira Mello acendeu ainda mais o fervor patriótico em Piracicaba. A mãe de Ennes, Malvina, em vez de lamentar a morte do filho, convocou a juventude para continuar a luta. Para o lugar de Ennes Silveira Mello, apareceram mais 50 voluntários.

MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA

Tema da Obra: Homenagem aos combatentes da Revolução de 1932
Propriedade: Prefeitura
Iniciativa: Prefeito Luiz Dias Gonzaga e ex-combatentes.

Transcrição dos dados encontrados:

Placa 1: “ESTE É O VALOR DA TERRA ESTREMECIDA,/ É O POEMA DA GLÓRIA PIRACICABANA!/ PELA PÁTRIA A LUTAR, VIDA POR VIDA,/ TOMBARAM COM BRAVURA SOBERANA!/ DOR E MARTÍRIO DE UMA RAÇA FORTE,/ QUE É LUZ E IDEAL DE UM SENTIMENTO NOVO!/ SOBRE AS PEDRAS NÃO EXISTE A MORTE,/ PORQUE NÃO MORRE QUEM DEFENDE UM POVO! FRANCISCO LAGRECA”.

Placa 2: “Aos voluntários de 32/ o/ Povo de Piracicaba/ Ainda vivem no seu coração/ Ennes Silveira Mello, Natal Meira Barros, Homero Sampaio Roxo, Claudionor Barbieri/ Alexandre Petta, Romário Nery, Francisco Souza, Sylvio Cervelini (...)”

Placa 3: “Homenagem ao poder judiciário, que determinou, por acórdãos do TJSP e do STF, a volta deste monumento a esta praça, aqui erigido por força da Lei. Piracicaba, 18/12/88”.

Título: MONUMENTO À BÍBLIA

Localização atual da obra: Praça Ennes Silveira Mello
Localização anterior da obra: Parque do Mirante
Região: Centro   Bairro: Vila Rezende
Tema da Obra: Religiosidade Cristã

Descrição: Uma pedra reclinada de mármore branco representa a Bíblia aberta, onde foram inscritos dois versículos bíblicos, um em cada página representada. Entre esta peça e a base monolítica, está uma peça preta que representa a capa da Bíblia.

Iniciativa: Igrejas evangélicas, Conselho de pastores ou Igreja Metodista
Data da realização: 2° domingo de setembro de 1971

Transcrição dos dados encontrados:

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.” Salmo 119.105 / E disse Jesus: ‘Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vem ao pai senão por mim.’ João 14.5”.

Observações: Uma ação popular liderada por evangélicos, sugeriu a transferência do Monumento que originalmente foi instalado no Parque do Mirante, para a Praça Ennes Silveira Mello, próximo ao edifício Antonio Paquete (antiga Sorocabana). Em seu local de origem, a peça estava depredada e mutilada. Foi restaurada quando da transferência.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OBJETOS DA REVOLUÇÃO DE 32 NO MUSEU H. P. PRUDENTE DE MORAES DE PIRACICABA - PARTE II

Bandeira Brasileira-Paulista a única nos combates salva pela heroína piracicabana Odila Diehl sob suas vestes para que não a fosse queimada pelas tropas federais.




Capacete de combatente

Quepe

broche moeda paulista

marmita

canivete composto com duas lâminas, saca-rolha, colher e garfo

Pim capacete paulista - o "mascote"

Pim Paulista - Pro S. Paulo Fiant Eximia (Tudo por São Paulo)

Pim São Paulo unido ao Brasil

Pins Combatentes Paulistas e Tudo por São Paulo

Flâmulas Constitucionalistas

adorno constitucionalista

Medalhas

Medalha MMDC

bracelete com estampas das bandeiras paulista e brasileira

bracelete de latão

bracelete de pano

pulseira com identificação

anel profissões campanha doação para o bem de São Paulo na Revolução de 1932


cinzeiro emblema da revolução

Estatueta de Soldado Constitucionalista

cantil

mochila de combatente

baioneta e sabre

Curativos de emergência da Cruz Vermelha Brasileira

Espada do Tenente Belmiro Morro Grande

cinturão de munição

Granada



Cartazes da Revolução

Museu em 1978
Sala do Museu exposição em 1978

Museu em 1991
Sala do Museu exposição em 1991

Visita ao Museu em junho de 2012 com minha filha Lílian e neto Guilherme
Visita ao Museu em junho de 2012 com meus netos Gustavo e Guilherme

Créditos: COLEÇÃO DO MUSEU H. P. PRUDENTE DE MORAES DE PIRACICABA

NOSSOS AGRADECIMENTOS ESPECIAIS AO ATENCIOSO, COMPETENTE E GENTIL PESSOAL QUE INTEGRAM O MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO PRUDENTE DE MORAES

Foto - da esquerda para a direita: Alexandre Lopes; Rose dos Anjos; Digníssima Diretora Maria Antonieta Sachs Mendes e o Auxiliar Administrativo Eduardo Ducatti.