domingo, 24 de setembro de 2017

Monumento ao Soldado Constitucionalista

O "Jornal de Piracicaba" publicou uma série denominada LEMBRANÇAS ESCULPIDAS E MONUMENTOS. Numa destas lembranças, foi destacado o Jazigo do Soldado Constitucionalista situado no Cemitério da Saudade, em Piracicaba.


domingo, 10 de setembro de 2017

O professor Guilherme Vitti publicou o "Manual da História Piracicabana", editado e distribuído pelo "Jornal de Piracicaba" aos seus leitores, como contribuição cultural às comemorações do 2º. centenário de Piracicaba, em 1967, relançado em 2009 pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Leia conteúdo das páginas 77 e 78 referente à Revolução Constitucionalista de 1932.

   O mês de maio, que se iniciara um tanto friorento, no setor atmosférico, dava sinais de aquecimento violento no setor político. Jovens morreram em São Paulo, por amor à liberdade.
   Foi o sinal. Os paulistas puseram a mão na consciência e tomaram uma resolução. Estava na hora de se por termo a uma situação sufocante que não permitia a livre escolha de seus mandatários.
   Julho, atmosfera de geadas, mas corações e inteligências em ebulição de vulcão.
   E esse estourou no dia 9, com o início da revolta armada, sob a cheia do governador do Estado, Pedro de Toledo.
   "Às armas, paulistas, pró-Constituinte", foi o grito de guerra.
   O brado se espalhou célere sobre São Paulo, alargou-se em círculos divergentes, inflamando todo o Estado.
   E em círculos convergentes, de todos os rincões bandeirantes, marcharam para a fronteira os bravos voluntários que tinha mais armas no espírito, no entusiamos da causa, do que balas e metralhas.
   Piracicaba, que não tem sangue de medroso, Piracicaba, que sente o fogo da lealdade dos bandeirantes, Piracicaba que sabe onde põe o pé, porque tem cabeça, Piracicaba, que coloca acima de tudo, o bem-estar de todos, não podia falhar.
   E não falhou.
   Um comício monstro realizado no lardo da Matriz, conclamando os cidadãos, à luta, pôs fogo no peito da mocidade.
   Moveram-se os intelectuais, moveram-se os jovens estudantes, moveram-se o operários, moveram-se as mulheres corajosas, moveram-se as crianças inocentes, moveram-se enfim, os brios da população.
   O primeira batalhão partiu para linha de frente. Dele participaram todas as camadas sociais. A folhinha marcara dia 16,. Seguiram juntamente com os anjos de consolo, as doze enfermeiras-professoras.
   O que foi a epopéia dos meses de luta só pode ser narrada à viva voz pelos participantes da campanha que ainda vivem entre nós.
   Das vítimas que tombaram a cidade guarda, ciosas, seus nomes no coração de  no monumento levantado na praça principal da cidade.
   Se os frutos da refrega não foram materialmente favoráveis, os resultados morais surgiram em breve tempo. O escopo principal foram atingido - Liberdade de votar e ser votado. Não importam interpretações segundas dos fatos e personagens que participaram da façanha. Importa sim saber que os piracicabanos agiram às claras, de peito aberto, na primeira linha da trincheira.
  O ano findou-se sob uma atmosfera de imprecisão e desânimo.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A cidade na Revolução de 1932


Foto Acervo/IHGP
Rua Governador Pedro de Toledo,. esquina com a Moraes Barros, em 1932


A administração de Piracicaba no ano de 1932, segundo relato publicado no jornal Gazeta de Piracicaba.

O jornalista Edson Rontani Júnior, presidente do Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba, conta que toda a cidade se comoveu com a revolução. “Se houve um líder foi o então prefeito Luíz Dias Gonzaga. Por meio de decretos envolvia o povo piracicabano solicitando a entrega de armamentos (em especial espingardas Wichester). Houve também o envolvimento do professor Alberto Vollet Sachs que assinou a ata das primeiras reuniões de convocação dos ‘voluntários de Piracicaba’ no Teatro Santo Estevão”, disse.

Rontani Júnior explica que os intelectuais da época usavam a imprensa para convocar os voluntários e envolver as pessoas. Figuras como Francisco Lagreca, Aldrovando Fleury, Carlos Aldrovandi, Mário Neme e o professor Manoel Mattos também foram líderes do movimento no município. Mas foi mesmo Luiz Dias Gonzaga, como prefeito, quem deu todo suporte para o envolvimento dos piracicabanos”.

Ele conta que a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) foi um grande ponto de alistamento em Piracicaba. “Os três meses da revolução – de 9 de julho de 1932 a 3 de outubro de 1932 – fez com que Piracicaba parasse. O prefeito Gonzaga tinha em mãos a força política. Apesar de o Estado ter um interventor e não governador, a palavra do prefeito era lei. Tanto que ele governou com diversos decretos – algo inconstitucional hoje – tomando atitudes como a que determinou que as padarias produzissem o “pão de guerra” com menos trigo e farinha, que eram distribuídos gratuitamente”.

Rontani Júnior está preparando um livro que deverá ser lançado no segundo semestre de 2017, com apoio do instituto Histórico e Geográfico (IHGP). A obra Cartas a Piracicaba, traz cartas enviadas pelos voluntários piracicabanos do front. Relatos do que eles viram do conflito.

“Lá notaremos que os voluntários que para cá vieram visitar familiares ou a negócios, eram recebidos com honra pela administração pública. Na verdade, coube a Gonzaga criar a ordem no meio do caos. A realidade era outra, mas existem propagandas em jornais nos quais o prefeito pede que empresas funerárias façam enterros (de pessoas comuns, não voluntários) de graça, se possível. Para que famílias abastadas abram espaços em residências para foragidos, como os cariocas que eram adeptos à causa constitucionalista e por aqui vieram viver”, revelou.

Naquela época, o prefeito ocupava espaços como o Teatro Santo Estevam, a Escola Morais Barros (por isso uma das ruas que a ladeiam é chamada de Rua Voluntários de Piracicaba). “Cabia ao prefeito formar guardas para os presídios e apoiar o uso do Tiro de Guerra para evitar ações inimigas ou de vândalos, nos quais havia grande circulação de pessoa. Um dos casos eram os cinemas. Uma instituição privada, considerada a segunda diversão depois do teatro era guardada pela força pública e pelos atiradores do TG”.

Como a imprensa estava censurada após o término da revolução, na qual os paulistas foram derrotados, Rontani Júnior afirma que é difícil dados históricos da cidade. Ele apurou que houve perseguição, deportação e mortes após o armistício assinado por São Paulo. Participaram do conflito entre 400 e 900 voluntários de Piracicaba, conforme Rontani Júnior.

Leia o artigo completo clicando aqui.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Medalha Constitucionalista

   A entrega da Medalha Constitucionalista ao prefeito Barjas Negri foi destaque no Jornal de Piracicaba.


sábado, 5 de agosto de 2017

Prefeito de Piracicaba recebe a Medalha Constitucionalista


Acima, a presidente do IHGP Valdiza Capranico, prefeito Barjas Negri e o presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba Edson Rontani Júnior


   O Núcleo MMDC Voluntários de Piracicaba teve posição de destaque na solenidade que instaurou o Marco dos 250 anos de fundação de Piracicaba no Engenho Central. Em evento realizado na tarde de 1º. de agosto, prestigiado por autoridades e pela imprensa, o Núcleo realizou a entrega da Medalha e Diploma Constitucionalista ao prefeito Barjas Negri, como representante da sociedade nestes dois séculos e meio de fundação da "Noiva da Colina". 
   O presidente do Núcleo, jornalista Edson Rontani Júnior, esteve acompanhado do vice-presidente tenente PM André Manuel da Silva para realizar a entrega, acompanhados da presidente Valdiza Caprânico, do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP). Rontani falou sobre o motivo da entrega e lembrou dos 85 anos da Revolução Constitucionalista. Barjas Negri agradeceu em nome do povo, lembrando que a homenagem é para a cidade, representada por sua pessoa.