segunda-feira, 19 de junho de 2017

"Poesias" de Francisco Lagreca


   Lançado por ocasião do 192º. aniversário de fundação de Piracicaba, o livro "POESIAS DE FRANCISCO LAGRECA" era uma coletânea de poesias escritas a partir de 1901 pelo escritor consagrado em Piracicaba. É dele o verso estampado no Monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932, situado na Praça José Bonifácio, em Piracicaba. Ele foi um dos mais ferozes críticos à ditadura de Getúlio Vargas durante a Revolução de 1932, tendo artigos publicados durante os três meses do conflito nos jornais "O Momento" e "Jornal de Piracicaba". 
   O livro "POESIAS" tem mais de 200 páginas, foi editado pelo Departamento Municipal de Cultura em 1º de agosto de 1959, através da Editora Aloisi Limitada. O Departamento possuía em seu corpo Sebastião Ferraz (presidente), Joaquim do Marco (secretário), Severiano Alberto Ferraz Filho (tesoureiro) e Leandro Guerrini (membro). O livro tinha prefácio de Losso Netto.
   O destaque nesta obra fica para três poesias escritas em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, intituladas "Na noite grande da vigília" (Às mães piracicabanas na véspera da partida de seus filhos), "O leão que dormia..." (Ode ao povo paulista que despertou para a guerra) e "A Ennes" (pelo teu aniversário).


sábado, 3 de junho de 2017

50 anos FORMAR

O Instituto Formar - antiga Guarda Mirim de Piracicaba - lançou livro sobre seus 50 anos de atuação na cidade. Faça download da edição virtual neste link - http://www.institutoformar.org/instituto-formar--livro-50-anos


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mausoléu do Soldado de 1932



Na edição de 31 de maio de 2017, na seção Lembranças Esculpidas e Monumentos, o Jornal de Piracicaba destacou o Mausoléu do Soldado Constitucionalista situado no Cemitério da Saudade de Piracicaba.

sábado, 6 de maio de 2017

Monumento a 1932

O "Jornal de Piracicaba" iniciou este ano uma coluna com o objetivo de resgatar os monumentos situados na cidade de Piracicaba. A publicação de número 22 destacou o Monumento ao Soldado Constitucionalista.


sábado, 28 de janeiro de 2017

O comércio de Piracicaba e os conflitos


Uma multidão saiu às ruas para se despedir do 1º Batalhão Patriótico que partiu, em trem da Paulista, para a luta contra o governo Getúlio Vargas, na Revolução de 1932. Durante os meses que durou o conflito, a cidade se mobilizou realizando campanhas como “Tostão do Soldado” – em que as mulheres recolhiam auxílio aos soldados constitucionalistas.

Piracicaba também aderiu à Cruzada do Ouro, para possibilitar que o governo mantivesse as operações financeiras. Atendendo apelo da Cruz Vermelha, os comerciantes doaram algodão, lenços, meias e suprimentos que foram enviados para o campo de batalha. Comissão de “moças syrias” conseguiu capas impermeáveis para os soldados.

No item consumo, algumas medidas atingiram os comerciantes, principalmente os proprietários de padarias que se viram obrigados a fabricar o “Pão de Guerra”, adicionando 10% de fubá à farinha de trigo tipo única e 15% à farinha tipo antigo. Preço máximo comercializado era de 900 réis o quilo do tipo “panhoca” e de 1.300 réis o quilo para o tipo “filão”.

Em setembro de 1932, o prefeito Luiz Dias Gonzaga baixou decretos autorizando a fabricação e venda de apenas um tipo de pão, o “pão typo único”, redondo, fabricado com farinha de trigo, fubá e mandioca em três tamanhos: 200, 400 e 1.000 gramas, vendido ao preço de $900 o quilo. A fabricação do pão à tarde era permitida apenas às segundas-feiras.

Outra medida proibia a fabricação de macarrão e de qualquer tipo de pão doce e pastelaria em geral, quando manipulados com a farinha de trigo, “ficando os infratctores sujeitos ás penalidades estabelecidas pelos decretos estaduaes que criaram commissão Pão de Guerra”. (Gazeta de Piracicaba, setembro de 1932). A venda da farinha de trigo era autorizada apenas para os depositários do produto com prévia autorização da Prefeitura. A determinação publicada pela administração proibia aumento nos preços dos produtos alimentícios e obrigava os comerciantes de colchões, travesseiros e cama a seguirem tabela de preço máximo.

(Ângela Furlan no livro "ACIPI - 80 ANOS")